terça-feira, 7 de setembro de 2021

Conhecendo o monotrilho

Minha viagem hoje me levou para o bairro de São Mateus em São Paulo. Já conheço bem por lá, fiz várias andanças por aqueles arredores, mas hoje resolvi ir de monotrilho. A verdade é que minha filha está fazendo curso técnico em design gráfico na ETEC Carlos de Campos e ela precisava tirar algumas fotos nas estações de metrô. Então aproveitei o feriado para fazer esse trajeto. Muita coisa mudou desde que eu parei as postagens. Uma delas foram os bilhetes de passagem que agora são assim:


Outra coisa que mudou foi os trens da linha que agora são esses ao invés dos espanhóis.




Particularmente eu acho esses trens novos são menos confortáveis do que os espanhóis, e o bilhete QR Code gera muita fila, pois é necessário imprimir na hora a passagem. Mas se você tem o cartão BOM ou Bilhete Único a coisa facilita bastante. Outra mudança é que agora o trem está indo de Rio Grande da Serra até Jundiaí sem necessidade de fazer baldeação no Brás ou na Luz. Isso é um ponto positivo pois era um transtorno ficar fazendo várias transferências para chegar em determinado local.


E cá estamos nós no interior do trem para começar nosso passeio.





Para acessar a linha do monotrilho saímos da estação Rio Grande da Serra e fomos até a estação Tamanduateí. Lá é necessário fazer baldeação para a linha verde do metrô, nesse ponto é preciso ficar muito atento, pois existe embarque sentido estação Vila Madalena e sentido Vila Prudente. Não confunda as Vilas, nosso destino é Vila Prudente e o trajeto não leva nem 5 minutos, é uma estação só. De lá fazemos outra baldeação para a linha 15 - Prata.




 O monotrilho tem esse nome porque o trem não tem dois trilhos como de costume, mas sim uma viga por onde o trem transita.




A vista é super privilegiada, de cima se consegue ver vários bairros de São Paulo. O trem balança bastante e o mais interessante é que não tem maquinista. Todo o comando é feito por um centro de controle. A linha 4 amarela do metrô também tem essa mesma tecnologia. 



Ao término desse trecho, tínhamos duas opções para retornar para Rio Grande da Serra: Ou voltando pelo mesmo trajeto ou saindo da estação e pegando o trólebus no terminal São Mateus e indo para Santo André. Por votação unânime fomos para Santo André. Não existe integração gratuita entre o terminal São Mateus da EMTU e o monotrilho, então é necessário pagar outra passagem ou utilizar a integração por meio do Bilhete Único ou BOM. Dentro do terminal existem linhas de ônibus tanto do Corredor ABD quanto da SPTrans que roda no município de São Paulo. Como nosso destino era Santo André e então compramos bilhetes para o trólebus da EMTU. A viagem é relativamente tranquila e rápida pois essas linhas tem corredor exclusivo, sendo que em poucos pontos a rota é compartilhada com outros veículos. Existem outras opções de pinga-pinga mas fica pra outra oportunidade. Em Santo André é possível saborear um delicioso Churrasco Grego com suco grátis, porque ninguém é de ferro. 




De lá é só pegar o trem sentido Rio Grande da Serra e descansar o restante do feriado. Até a próxima viagem.


Tempo de percurso e valores:

Saída de RGS Tamanduateí: 07:48 - 08:26

Tamanduateí - Vila Prudente: 08:31 - 08:33

Tamanduateí - São Mateus: 8:56 - 9:14

São Mateus - Santo André: 09:34 - 9:55

Santo André - Rio Grande da Serra: 10:36 - 10:58


Preço das passagens:

Bilhete do trem (CPTM): R$ 4,40

Bilhete Trólebus (EMTU/Metra): R$ 5,10

Churrasco Grego: R$ 6,00


Mapa do trecho:





Um comentário:

  1. Adorei, quando eu for para Rio Grande quero fazer esse passeio.

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